Pular para o conteúdo principal

Portulaca oleracea (beldroega)

O tema trabalhado no encontro do grupo Aprender a viver do dia 20 de setembro de 2017 foi: “As PANCS e os muitos modos de comer” tendo enfoque na Portulaca oleracea, popularmente conhecida como beldroega. As PANCS possuem alto valor nutricional e são saborosas utilizadas por renomados chefs de cozinha podem ser consumidas como refogados, saladas, sopas, condimentos, geleias, sucos verdes e panifícios. Agregam diferentes sabores ao mais diversos pratos, além de fazer o resgate culinário de espécies que um dia foram utilizadas por nossos antepassados.
A beldroega é uma planta suculenta, sem pêlos, podendo ter sementes, não ocorrendo enraizamento a partir dos ramos prostrados ou eretos, com altura entre 20-40 cm. É uma planta rasteira, com pequenas folhas carnudas, ovais de um verde brilhante. Os caules, roxo-amarronzados se ramificam e a planta cresce, rastejando pelo chão, com pequenas flores amarelas. É uma planta de fácil cultivo, ocorre em solos de quase todos os tipos. No Brasil é encontrada em quase todo o território. As folhas e os caules podem ser consumidos crus ou cozinhados. As folhas jovens podem ser adicionadas a saladas e ideais para sopas. As folhas mais velhas usam-se como verduras. As folhas constituem uma fonte significativa de ômega-3. São ricas em fibras, vitaminas e minerais. Por alguns, pode ser considerada como erva daninha ou mato, por crescer em qualquer local, mas na culinária a Beldroega ganha destaque pelas diversas formas de preparo. Para essa associação foi escolhido trazer um creme de milho com beldroega. A PANC entrou como um tempero na receita. Segue abaixo a receita do creme.
CREME DE MILHO COM BELDROEGA

Ingredientes
1 ½ dente de alho 540 ml de água
½ colher de sopa de azeite
2 colheres de sopa cheias de maisena
12 g de beldroega
1 unidade pequena de cebola
288 ml de leite desnatado
120g de milho
90g de queijo minas
Sal, orégano, pimenta e salsa a gosto

 Modo de preparo: Bata no liquidificador o milho com a água até ficar cremoso. Passe tudo por peneira. Reserve o líquido. Numa panela, refogue a cebola e o alho no azeite. Junte de uma só vez todo o caldo de milho e o amido dissolvido em um pouco do caldo na panela e vá mexendo, em fogo baixo, até engrossar. Junte o sal, salsa, pimenta e as folhas de beldades e tampe a panela e cozinhe por cerca de 10 minutos. Sirva quente com torradinhas de pão integral.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Boas-vindas!

Este blog é destinado às publicações das atividades da disciplina de Educação Alimentar e Nutricional do curso de Graduação da UFRN. Durante todo o semestre esta disciplina proporciona encontros com o "Aprender é Viver", um grupo composto por pessoas de todas as idades que, em sua maioria  apresentam Doenças Crônicas Não Transmissíveis (como diabetes e hipertensão) e que já recebem atendimento nutricional individualizado. Para fortalecer este tratamento, quinzenalmente, às quartas-feiras, essas pessoas se reúnem com os alunos do curso para irmos além das questões nutricionais e na busca de uma saúde trabalhada por uma ótica complexa. É assim que há mais de 10 anos histórias das mais diversas, emoções, sentimentos e memórias são compartilhadas num ambiente acolhedor e de muito amor. Esta é, portanto, uma publicação de boas-vindas e um convite para se deliciarem não apenas com os apetitosos encontro do "Aprender é Viver" como também com as atividades de Educação Alime...

Opuntia ficus-indica: Figueira da Índia

      Na 4º associação do grupo Aprender é Viver realizada no dia 04 de outubro de 2017, o tema trabalhado foi: Plantas alimentícias não convencionais e a busca de uma agricultura sustentável, onde apresentou-se a última PANC a ser trabalhada do período de 2017.2, a Opuntia ficus-indica , conhecida popularmente como figueira da Índia ou palma.                   Essa é um planta da família das cactáceas, arbustiva e arbórea, podendo atingir até 5 metros, ramificando-se e espalhando-se lateralmente. Adaptada ao clima desértico, cultiva-se facilmente em solos pobres e locais de clima seco. A figueira da índia possui baixo teor de proteínas e lipídeos, alto teor de carboidrato e água, e é fonte de cálcio, fósforo, magnésio e potássio, tendo valores de vitamina C comparáveis com os da laranja, limão e mamão.            Pode-se utilizar a raquete (palma) para preparação de sala...

Pereskia aculeata. Ou ora-pro-nóbis.

Como dito na publicação anterior, estamos conhecendo algumas PANCs (Plantas Não Convencionais Comestíveis). Elas possuem partes comestíveis, podendo ser espontâneas ou cultivadas, exóticas ou nativas, mas não fazem parte da nossa alimentação cotidiana. Essas plantas geralmente são vistas como plantas daninhas, mas além de serem ricas em nutrientes, ao manejá-las e consumi-las estamos também contribuindo para manter a diversidade e a soberania alimentar e ecológica. Para o encontro do dia 23/08 com o "Aprender é Viver" selecionamos a planta de nome científico  Pereskia aculeata, conhecida como "ora-pro-nóbis". Diz-se que tem esse nome popular, pois em Minas Gerais no período colonial as igrejas eram cercadas por estas plantas, que os padres não deixavam colher. Então, no momento de uma longa oração chamada ora-pro-nóbis (rogai por nós), as mães mandavam os filhos aproveitarem o momento para apanharem as folhas para a refeição. Pereskia aculeata, popularm...